sábado, 22 de julho de 2023

29/52 – MAIS TOLERÂNCIA... MENOS RIGOR

 Série: “OS 4 EVANGELHOS EM 1”

29/52 – MAIS TOLERÂNCIA... MENOS RIGOR


Já comentei aqui que este ano estou passando um pente fino nos 4 evangelhos novamente para cobrir as passagens que não tinham sido ainda abordadas nos anos anteriores. Quando me deparei com o trecho de hoje sem a “semana” correspondente, eu me surpreendi, porque honestamente este assunto já me parecia muito familiar. Foi quando eu puxei a concordância bíblica e conferi que ele aparece também em Mateus 10 (um capítulo antes) e que foi apresentado na 17ª semana agora de 2023, porém em outro contexto (junto com Marcos 6:10-11 e Lucas 9:4-5). Observei ainda na concordância que a palavra rigor aparece 3 vezes em Mateus e 3 vezes em Lucas, o que me fez lembrar que quando o Senhor repete por 3 vezes uma mesma coisa é porque a coisa é demasiadamente importante e interessante!


Eu, particularmente, sempre achei importante considerar esta questão e sempre me interessei por aprender a equilibrar estes dois pratos da balança divina: tolerância, bondade, misericórdia, graça, amor... equiparados ao rigor, severidade, justiça, disciplina, juízo... Aliás, escrevi 52 semanas sobre Romanos 11:22 atendendo ao apelo do Apóstolo Paulo de “Considerar a bondade e a severidade de Deus!” Então me sinto bem familiarizada com este tema que sempre me traz novos aprendizados, e hoje não será diferente. Preparados? Então, sem parcialidades e sem medidas injustas de quem espera misericórdia só para si mesmo e exige justiça para os outros, analisemos o texto que começa bem assim:


“Então Jesus começou a denunciar as cidades em que havia sido realizada a maioria dos seus milagres, porque não se arrependeram.” Notemos que Jesus começou com bondade realizando muitos milagres por muitas cidades, contudo, estas em referência, ainda assim não creram e não se arrependeram como era o esperado pela graça oferecida. Obviamente, o severo juízo de Deus entra em vigor e denuncia com rigor o tratamento justo para cada um, neste caso, ele prossegue:


“Eu lhes digo: Naquele dia haverá mais tolerância para Sodoma do que para aquela cidade. Ai de você, Corazim! Ai de você, Betsaida! Porque se os milagres que foram realizados entre vocês o fossem em Tiro e Sidom, há muito tempo elas se teriam arrependido, vestindo roupas de saco e cobrindo-se de cinzas. Mas no juízo haverá menor rigor para Tiro e Sidom do que para vocês. E você, Cafarnaum: será elevada até o céu? Não; você descerá até ao Hades! Se os milagres que em você foram realizados tivessem sido realizados em Sodoma, ela teria permanecido até hoje. Mas eu lhes afirmo que no dia do juízo haverá menor rigor para Sodoma do que para você.”


Sodoma, Tiro e Sidom são cidades do Antigo Testamento que foram sentenciadas a severos juízos da parte de Deus por não se arrependerem dos seus pecados, diferente da cidade de Nínive, quem sabe ainda muito mais cruel e maligna, no entanto achou graça e misericórdia diante do mesmo Deus por terem se humilhado após a pregação de Jonas. Estes exemplos revelam que o Deus do Antigo Testamento era tanto um “fogo consumidor” que incendiou as cidades impenitentes, quanto um Deus misericordioso que ofereceu a salvação pela graça aos quebrantados e contritos ninivitas!


Entretanto, agora, estudando as Boas Novas do Novo Testamento, percebemos que estas três pequenas cidades, Corazim, Betsaida e Cafarnaum, ao norte de Israel, na região da Galiléia, conhecidas como o "triângulo evangélico", tamanha a intensidade do ministério de Jesus nesses locais, estão sendo profeticamente julgadas com muito maior rigor pelo mesmo Deus que no passado usou de maior tolerância em comparação com o caso neotestamentário. 


Desta maneira, consideramos que a graça de Deus abunda, mesmo onde superabunda o pecado, desde que haja verdadeiro arrependimento. De igual proporção, a ira divina superabunda, mesmo na época da abundante graça, desde que não haja “um sentimento de rejeição sincera, por parte do pecador, ao seu comportamento pregresso, e que resulta na intenção de um retorno contrito à lei moral” (definição do dicionário para a palavra “arrependimento” no sentido religioso).


Concluo ainda com Romanos, reconhecido como o Evangelho de Paulo, em sua declaração no 2º capítulo, intitulado “O Justo Juízo de Deus”: “Ou, porventura, desprezas a imensa riqueza da bondade, tolerância e paciência, não percebendo que é a própria misericórdia de Deus que te conduz ao arrependimento?” (v:4) Para entender melhor do outro ponto de vista da balança, em caso contrário, eu parafrasearia assim: “Ou, porventura, desprezas a imensa riqueza da justiça, rigor e severidade, não percebendo que é o próprio juízo de Deus que te conduz a condenação?” A escolha é sua!


Compartilhei minha 29ª semana de 2023


Marina M. Kumruian

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