sábado, 16 de setembro de 2023

37/2023 – A AUTORIDADE DE JESUS

 Série: “OS 4 EVANGELHOS EM 1”

37/2023 – A AUTORIDADE DE JESUS


Jesus realizava “coisas” próprias de gente de alto cargo de autoridade, embora, oficialmente, não tivesse nenhum título delegado por autoridades humanas para legitimar suas ações, como pelo Sinédrio ou mesmo pelo Governo. Sua autoridade era, definitivamente, divina, celestial, proveniente do Alto, do mais alto escalão do Reino de Deus!


Isto intrigava os chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e os líderes religiosos ao verem Jesus não só colocando ordem no Templo com tanta autoridade e ousadia, como também por ouvirem este Mestre ensinar ainda mais e melhor que eles mesmos, pois Jesus “ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas.” (Mateus 7:29) Jesus, literalmente, “se sentia em casa”, à vontade na Casa do Pai, de quem era Filho! Seu íntimo relacionamento com o Dono da Casa dava-Lhe esta total liberdade de fazer todas aquelas coisas sem constrangimento ou temor. Ele bem sabia qual era sua autoridade e de onde ela vinha. Quem não sabia teve que perguntar. Porém, com todo respeito, duvido que sinceramente queriam mesmo saber!


Conhecendo as “figuras”, creio que estavam é, mais uma vez, formulando outras “pegadinhas” para encontrar uma razão pela qual pudessem acusar Jesus de blasfêmia e condená-lo à morte. Aliás, este fato ocorreu já nas últimas semanas de vida de Jesus e, mais especificamente neste capítulo 20 de Lucas, ele enfrenta, no mínimo, 5 grandes discussões cheias de controvérsias entre eles. Esta é apenas uma delas. Então vamos acompanhar a leitura:


Seguindo a nossa sequência de Mateus 21:23-27; Marcos 11:27-33 e Lucas 20:1-8, lemos que eles “Chegaram novamente a Jerusalém e Jesus entrou no templo e, enquanto ensinava e pregava as boas novas para o povo, aproximaram-se dele os chefes dos sacerdotes, os mestres da lei e os líderes religiosos e perguntaram: ‘Com que autoridade estás fazendo estas coisas? Quem te deu tal autoridade para fazê-las?’ Respondeu Jesus: ‘Eu também lhes farei uma pergunta. Se vocês me responderem, eu lhes direi com que autoridade estou fazendo estas coisas. De onde era o batismo de João? Do céu ou dos homens? Digam-me!’ Eles discutiam entre si, dizendo: ‘Se dissermos: “do céu”, ele perguntará: “Então por que vocês não creram nele?” Mas se dissermos: “dos homens”, todo o povo nos apedrejará, porque convencidos estão de que João era um profeta" [* Cf. Mt. 11:9 e 14:5]. Por isso responderam a Jesus: ‘Não sabemos de onde era’. Disse então Jesus: ‘Tampouco lhes direi com que autoridade estou fazendo estas coisas’.” 


Muitas vezes também questiono algumas práticas de certas pessoas querendo discernir se elas são mesmo de Deus ou do Diabo, porque para mim eram mais estes dois polos que definiam se algo era bom ou mal. Mas gostei da forma como Jesus perguntou. Hoje, prestando mais atenção, vi que Ele coloca um terceiro plano entre estes dois extremos, não como eu, só jogando a responsabilidade para o céu ou para o inferno, para o alto ou para baixo, para a Luz ou para as trevas... Jesus sabe que há um nível intermediário significativamente preocupante, sutilmente perigoso: o nível humano, “dos homens”, da terra, da carne, do natural... semelhantemente alarmante! No entanto, enquanto estamos somente preocupados em filtrar as ações malignas, descaradamente assinadas e assumidas por Satanás, acabamos deixando passar as obras da carne disfarçadas de religiosidade piedosa, que proveito algum pode trazer a não ser, quando muito, um impacto passageiro e superficial. Como bem explica Tiago em sua carta: “Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.” (Tiago 3:15 e 17) Interessante!


Vemos nos líderes religiosos um nítido espírito faccioso cheio de inveja trazendo perturbação para Jesus! Inveja justamente da Sua Autoridade e da boa utilização dela, coisa que eles também deveriam fazer, mantendo a boa ordem e a boa doutrina no Templo ao invés de negociarem estes valores divinos em troca de lucros terrenos. Além do mais, a repercussão positiva que Jesus estava gerando, muito mais ainda ameaçava a credibilidade das autoridades sacerdotais. 


Agora, observando a resposta de Jesus com outra pergunta, fica claro que Sua intenção era provar que nada adiantaria eles saberem a verdade sobre Jesus, uma vez que, sequer, tinham coragem de se posicionar de acordo com o que mal sabiam sobre João. Jesus realmente usou de uma bem humorada sabedoria do alto e os deixou embaraçosamente por baixo!


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Marina M. Kumruian

sábado, 9 de setembro de 2023

36/2023 – ORDEM DO TEMPLO

 Série: “OS 4 EVANGELHOS EM 1”

36/2023 – ORDEM DO TEMPLO


No sábado passado estudamos o episódio da “Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém”! Vamos continuar na sequência analisando o que aconteceu quando Jesus chegou lá e entrou no templo. João narra uma purificação do templo no início do ministério de Jesus, logo em João 2, e pouco tratei do fato na 12ª semana de 2019 ao lado da “Transformação da Água em Vinho”. Mas os outros 3 evangelhos narram uma cena semelhante que faz alguns estudiosos concluírem se tratar da mesma, enquanto outros defendem uma segunda ocasião ao fim do Seu ministério. De qualquer forma, vamos aprender algumas lições destes trechos de Mateus 21:12-17; Marcos 11:15-19 e Lucas 19:45-48. Acompanhe na sua Bíblia:


Chegando a Jerusalém, Jesus ENTROU no templo e ali começou a EXPULSAR os que estavam comprando e vendendo. DERRUBOU as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas e não PERMITIA que ninguém carregasse mercadorias pelo templo. E os ENSINAVA, dizendo: "Não está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? Mas vocês fizeram dela um covil de ladrões".

Todos os dias ele ENSINAVA no templo. Os cegos e os mancos aproximaram-se dele no templo, e ele os CUROU.

Mas quando os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei viram as COISAS MARAVILHOSAS QUE JESUS FAZIA e as crianças gritando no templo: "Hosana ao Filho de Davi", ficaram indignados, e lhe perguntaram: "Não estás ouvindo o que estas crianças estão dizendo?" Respondeu Jesus: "Sim, vocês nunca leram: ‘dos lábios das crianças e dos recém-nascidos suscitaste louvor’?"


Gosto de destacar as AÇÕES do VERBO VIVO! O próprio Jesus que veio “tabernacular” entre nós, tomou certas ações necessárias para a ordem do Templo que, naquele tempo, estava em desordem. Quem sabe hoje também em nosso tempo, em nome de uma maior “liberdade e intimidade” na Casa do Pai, também não a estamos transformando em muita coisa que, na verdade, ela não é! Portanto, vamos conferir se estamos seguindo as medidas e ações de Jesus feitas aqui, e até mesmo as que o apóstolo Paulo recomenda quando trata da “Ordem do Culto” em 1 Coríntios 14:26-39.


Primeiramente Jesus “ENTROU” no templo! Quantos deixaram de fazer isso! Aproveitaram o “isolamento” da Pandemia e não voltaram mais a “entrar” nas igrejas para congregar como era o costume. É a tal moda dos “desigrejados”! Não tá certo! Jesus entrava todos os dias para ensinar aqueles que também todos os dias estavam ali para aprender! E onde a Luz entra, as trevas tem que sair. Por isso que a primeira coisa que Ele fez foi EXPULSAR quem estava ali indevidamente, na prática das obras das trevas, visando lucro pessoal nos seus próprios interesses! Este mesmo poder e autoridade de Jesus foram delegados a nós, os ministros da Casa do Pai. No entanto, a covardia e a comodidade dos nossos líderes, muitas vezes omissos, estão deixando-os com medo de DERRUBAR as irregularidades e de NÃO PERMITIR as profanações tanto dos que “vendem” quanto dos que “compram” práticas ilícitas e inconvenientes dentro da igreja. A exemplo de Jesus, nossos bons pastores e legítimos mestres, devem também não só ENSINAR estas “regras da casa” como também agirem de acordo como aqueles que, de fato, tem zelo pela Casa do Senhor!


Feito isso, podemos esperar e experienciar as CURAS que se seguirão no templo, tanto no corpo (saúde), quanto na alma (sanidade) como no espírito (salvação)! Acredito que aqui podemos talvez achar uma resposta do porquê, muitas vezes, estas COISAS MARAVILHOSAS QUE JESUS FAZIA e outras ainda maiores não estão nos seguindo... Primeiro vem a “ordem”, depois o “progresso”. A purificação, depois a utilização! Destronar o mal, para entronizar o bem! 


Agora quero destacar as ações dos demais presentes nesta cena. Mais uma vez, como em reflexões passadas, sempre existem os bons e os maus seguidores de Jesus, ou frequentadores de igrejas. Já mencionamos um pouco as más ações de COMPRAR e VENDER “mercadorias” impróprias ou ilegais em solo sagrado. Mas como “cegos e mancos” nossa melhor atitude ao entrar no templo é nos APROXIMAR de Jesus ainda mais, tanto para aprender, quanto para ser curado! E mais, como as crianças, para LOUVAR em adoração ao Filho de Davi! Contudo, inacreditavelmente, lá dentro também estão os que julgam e questionam INDIGNADOS ações puras como estas! Ao invés de procurar adorá-Lo, “PROCURAVAM MATÁ-LO. Todavia, não conseguiam encontrar uma forma de fazê-lo, pois o temiam, visto que toda a multidão estava maravilhada com o seu ensino e todo o povo estava fascinado pelas suas palavras.” Que depois destas observações, possamos avaliar nossas boas e más ações, dentro e fora do templo do Senhor, tanto o de pedras quanto o de carne! Faço votos que encontremos em nós um coração continuamente maravilhado e fascinado pelas Suas palavras e ações!


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Marina M. Kumruian

sábado, 2 de setembro de 2023

35/2023 – "QUEM É ESTE?"

 

Série: “OS 4 EVANGELHOS EM 1”

35/2023 – "QUEM É ESTE?"


Uma das passagens mais impactante da vida de Jesus é esta que quero meditar com você nesta semana. Tanto é um evento especial que muitas Bíblias o introduzem com o título “A ENTRADA TRIUNFAL DE JESUS EM JERUSALÉM”! Uma profecia messiânica anunciada no Antigo Testamento, agora cumprida e narrada ao pé da letra nos 4 Evangelhos! Eu dividi este episódio em 2 partes: a 1ª reflexão foi na 41ª semana de 2018 e a 2ª agora nesta 35ª semana de 2023 com base em Mateus 21:8-11 / Marcos 11:8-11 / Lucas 19:36-44 / João 12:2-19.


No seu último ano de ministério, em seus últimos dias de vida, Jesus entra em Jerusalém montado em um jumentinho e então... “Quando ele já estava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou a louvar a Deus alegremente, em alta voz, por todos os milagres que tinham visto. Exclamavam: "Hosana ao Filho de Davi! Bendito é o que vem em nome do Senhor! Bendito é o Reino vindouro de nosso pai Davi! Bendito é o Rei de Israel!"

 

Esta “multidão de discípulos” deve nos representar até hoje como, de fato nós somos, os seguidores alegres e gratos em cujos lábios está a verdadeira adoração, o puro louvor, em alto e bom som, para que todos ouçam, vejam e também aprendam a segui-Lo, não só pelos “milagres que tinham visto”, isto é, pelo que ELE FEZ*, porque "Muitas pessoas, por terem ouvido falar que ele realizara tal sinal miraculoso, foram ao seu encontro”, mas também por quem ELE É* : “o Rei de Israel!” Afinal, “toda a cidade ficou agitada e perguntava: "Quem é este?" Este é o nosso Rei! E seguimos a promessa pela fé no que ELE FALOU* ao dizer que “vem” para vivermos no “Reino vindouro” que ELE NOS DEU*! (* títulos dos 4 volumes, anteriores a este 5º, desta minha série “OS 4 EVANGELHOS EM 1”)


Mas... nesta procissão havia também um 2º grupo de seguidores que não tinha o mesmo propósito do 1º grupo, muito pelo contrário, representam aqueles que querem abafar a voz de júbilo do povo que adora a Deus, são eles “Alguns dos fariseus que estavam no meio da multidão e disseram a Jesus: ‘Mestre, repreende os teus discípulos!’

‘Eu lhes digo’, respondeu ele, ‘se eles se calarem, as pedras clamarão’.” Ainda que não sejamos como eles, religiosos engessados e criteriosos extremistas que reprimem a ação do Espírito em favor do seu próprio conforto e prestígio... precisamos estar firmes e inabaláveis no nosso clamor, sabendo que não devemos nos calar mesmo que ameaçados ou intimidados! Que a nossa perseverança e constância prevaleça sobre a inveja e a presunção destes “fariseus”!


E enquanto os discípulos adoravam e os fariseus reclamavam, Jesus chora diante deles e levanta um lamento: “Se você compreendesse neste dia, sim, você também, o que traz a paz! Mas agora isso está oculto aos seus olhos. Virão dias em que os seus inimigos construirão trincheiras contra você, e a rodearão e a cercarão de todos os lados. Também a lançarão por terra, você e os seus filhos. Não deixarão pedra sobre pedra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus a visitaria". E assim como Jesus defendeu os discípulos reconhecendo seus verdadeiros adoradores, aqui Ele denuncia e sentencia os judeus que não O reconheceram como Messias, não O enxergaram como o Cristo no tempo em que ainda dava tempo de se salvarem, pois aquele foi para eles “o tempo favorável...o Dia da Salvação” (2 Co. 6:2)


João encerra a sua narrativa com a exclamação admirada destes fariseus: “Olhem como o mundo todo vai atrás dele!”

E eu encerro minha reflexão com uma interrogação alarmada: “Olhe, como estamos indo atrás d’Ele?” Como verdadeiros adoradores? Filhos do Rei? Embaixadores do Reino Vindouro? Ou como fariseus hipócritas? Religiosos ignorantes? Seguidores cegos da massa? Estamos mesmo indo atrás d’Ele como aqueles que seguem imitando os passos do Mestre? Ou estamos indo atrás d’Ele como perseguidores indesejáveis tentando atrapalhar a caminhada dos fiéis seguidores do Messias?


Se me perguntarem “Quem é este?” referindo-se a Jesus, eu bem saberei responder bem mais do que simplesmente "Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia". Se me perguntarem “Quem é esta?” referindo-se a mim, eu bem que deverei saber responder exatamente assim: “Eu sou discípula do meu Mestre, seguidora do meu Salvador, serva do meu Senhor, adoradora do meu Deus, ministra do meu Rei...” E então eu é quem perguntarei: “E você, sabe Quem é Este?” E então as pedras não precisarão jamais responder por mim porque nunca, jamais, ninguém calará a minha resposta!


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Marina M. Kumruian

sábado, 26 de agosto de 2023

34/2023 – “NÃO É ASSIM ENTRE NÓS”

 Série: “OS 4 EVANGELHOS EM 1”

34/2023 – “NÃO É ASSIM ENTRE NÓS”


Esta é uma das muitas frases bíblicas que adicionei ao meu vocabulário e a uso com bastante frequência quando certos comportamentos não se mostram adequados “entre nós”! Foi Jesus quem a usou em um diálogo com seus discípulos em, pelo menos, duas ocasiões. Em Mateus 20:20-28 e Marcos 10:35-45 ela aparece quando Tiago e João, juntamente com sua mãe, fazem um pedido ousado para Jesus: “Permite que, em teu reino, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda.” Isto é narrado aqui, um capítulo antes da Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém, mas em Lucas 22:24-30 (3 capítulos depois), por ocasião da Ceia do Senhor, ele conta que “Surgiu também uma discussão entre eles, acerca de qual deles era considerado o maior. Jesus lhes disse: 'Os reis das nações dominam sobre elas; e os que exercem autoridade sobre elas são chamados benfeitores. Mas, vocês não serão assim. Pelo contrário, o maior entre vocês deverá ser como o mais jovem, e aquele que governa como o que serve. Pois quem é maior: o que está à mesa, ou o que serve? Não é o que está à mesa? Mas eu estou entre vocês como quem serve’.” 


De fato, na primeira ocasião realmente surgiu esta mesma discussão porque a pretensão de Tiago e João indignou os demais, possivelmente porque também desejavam para si estas mesmas posições de prestígio e poder! Jesus então chamou a todos e explicou a diferença entre estes dois reinos dizendo: “Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Mas, não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Um ensino não só teórico, mas demonstrado na prática pelo exemplo do próprio Mestre!


Outra frase de Jesus que caberia muito bem aqui para exortar os discípulos é aquela em Mateus 6: “os gentios é que correm atrás dessas coisas” (v:32) O pecado não está nas “coisas”, no assentar-se em tronos no Reino, mas, sim, no correr atrás disso! O verso 33 nos ordena buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e então nos garante que “todas essas coisas lhes serão acrescentadas.” Aliás, logo em seguida Jesus promete: “E eu lhes designo um Reino, assim como meu Pai o designou a mim, para que vocês possam comer e beber à minha mesa no meu Reino e sentar-se em tronos, julgando as doze tribos de Israel.” Então o assentar-se em tronos já estava nos planos de Deus para eles, porém não deveriam correr atrás disso com ambição pervertida, com motivação orgulhosa que desagrada a Deus!


Muitas vezes pecamos não em fazer as coisas erradas, mas em fazer as certas do modo errado e com a motivação errada! Há um sermão do Pr. Luciano Subirá que ele ensina muito bem sobre isso levando-nos a avaliar não só “o que” fazemos, mas o “como” e o “porque” fazemos, pois Deus conhece as intenções dos nossos corações! Ele não vai exaltar aqueles que estão soberbos buscando a glória para si mesmos. Estes Ele precisa humilhar para depois exaltar!


Sabe, há uma linha muito tênue entre o reconhecimento e posicionamento da nossa identidade em Cristo com o fim de se autopromover, o que é tragicamente perigoso e decadente, e com o propósito de glorificar a Deus! Muitas pessoas tentam mascarar a arrogância com a falsa declaração de que são “filhos do Rei”, pensando justificar com isso o salto alto! Não! Definitivamente “não será assim entre nós!” Se é assim no ramo coorporativo empresarial, social, político, acadêmico, familiar, onde for... que seja, “mas, vocês não serão assim!” Eu não posso ser assim e nem permitir que seja assim entre nós, cristãos de verdade, que temos um exemplo de humildade real para seguir! Sim, real de realeza! Porque é possível um rei, como o nosso Rei, não perder a autoridade e o poder do seu trono por guardar-se humilde e modesto.


Este foi um dos muitos episódios que bem coube a lembrança desta exortação: “Mas, não será assim entre nós!” Entretanto, que pelo resto de nossas vidas possamos ter o discernimento e a sabedoria para, sempre que necessário, aplicar esta declaração: “não será assim entre nós!” Porque “os gentios é que correm atrás dessas coisas” e nós não somos mais como os gentios do reino desta terra, somos como cidadãos do Reino dos Céus, do Reino de Deus! Aqui os primeiros serão os últimos e os últimos, os primeiros! Aqui os importantes são os que servem, não os que são servidos! Aqui “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo, as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se vanglorie diante dele.” (1 Coríntios 1:27-29) Aqui é assim!


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Marina M. Kumruian

sábado, 19 de agosto de 2023

33/2023 - O GRÃO DE TRIGO

 Série: “OS 4 EVANGELHOS EM 1”

33/2023 - O GRÃO DE TRIGO 


Aqui vai mais uma parabolazinha que não foi analisada na série das parábolas de 2019. Então vamos abrir em João 12:23-36 destacando a alegoria do verso 24: “Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto.”  


Agora a interpretação para a realidade no verso 25: “Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna.” 


E a aplicação pessoal no verso 26: “Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve, meu Pai o honrará.” 


Antes de prosseguir, sugiro um exercício: PARE (se não tiver tempo disponível para parar agora, retome em outro momento de qualidade); ORE (peça para o Espírito Santo abrir os olhos do seu coração e iluminar o seu entendimento espiritual para o que esta passagem realmente quer te dizer e te transformar); RESPIRE FUNDO E LEIA DE NOVO BEM PAUSADAMENTE (se não “acender” nenhuma luzinha nova, releia outras vezes... até...).


Até queimar o coração! Porque esta é uma das passagens mais “quentes” e mais “claras” do Evangelho! Dentro do contexto, entendemos que Jesus foi este “grão de trigo” que “caiu” do céu para a “terra” como aquele grão de feijão de uma estorinha de infância que cresceu tanto que ligou a terra com o céu! Mas para isso o grão de trigo teve que morrer, e esta morte, mesmo para Jesus, também foi um sacrifício doloroso como Ele mesmo demonstrou nos versos seguintes: “Agora meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu vim exatamente para isto, para esta hora. Pai, glorifica o teu nome!” Jesus foi tentado a “escapar” desta hora quando no deserto Satanás tentou despertar o amor de Jesus pela sua vida neste mundo oferecendo todos os reinos da terra... ou quando usou Pedro para fazê-lo mudar de ideia achando que Jesus estava odiando demais a sua vida... ou quando o próprio João tenta Jesus a fazer descer fogo do céu para consumir “aquela hora”... na verdade até o próprio Jesus tentou pedir a salvação “dessa hora” tanto aqui como lá orando “se possível, passa de mim este cálice”, de tão difícil que é esta hora da morte, esta renúncia, esta entrega sacrificial. Mas ainda bem que Ele não só sabia que veio “exatamente para esta hora”, como glorificou o Pai “nesta hora”! E foi aí que Ele foi glorificado também! Não ficou Ele só! Morrendo, Ele deu muitos frutos!


A colheita de filhos que Jesus produziu para o Pai está rendendo até hoje, mais de dois mil anos nos quais mais de milhões e de milhares de frutos estão sendo produzidos, colhidos e saboreados por todo o mundo como ninguém jamais produziu! No entanto, esta parábola fala de Jesus, sim, mas tem sua aplicação pessoal para cada um de nós que fomos atraídos à Ele (v: 32) e que sentimos o coração queimar enxergando a luz deste exemplo que veio para ser seguido.


Disse-lhes então Jesus: “Por mais um pouco de tempo a luz estará entre vocês. Andem enquanto vocês têm a luz, para que as trevas não os surpreendam, pois aquele que anda nas trevas não sabe para onde está indo. Creiam na luz enquanto vocês a têm, para que se tornem filhos da luz.” (v: 35-36) Como filhos da luz, nós temos que andar na luz, seguindo a luz de Jesus. Leia mais uma vez agora o verso 26: “Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve, meu Pai o honrará.” Se não seguirmos Jesus, não servimos para servir! E se quisermos segui-Lo, temos que morrer para viver, perder para achar, seguir a mesma instrução que Jesus repetiu em Mateus aos seus discípulos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará.” (Mateus 16:24,25)


O princípio da vida mediante a morte, tão claro no mundo vegetal, precisa ser também esclarecido, aprendido e vivido no mundo espiritual por tantos grãos de crentes que estão amando tanto esta vida e permanecendo sós, sem frutos para a eternidade, sem vida em abundância. Com o medo desta “morte” de grão, deixam de gozar da vida de árvore! Amando a vida de grão intacto, parecem odiar a vida eterna do fruto! Esperam ser exaltados e glorificados no céu sem passar pelo humilde caminho da cruz. Não basta só confessar a Jesus, é preciso negar-se a si mesmo, porque não se pode sentar dois reis no mesmo trono dos nossos corações!


Compare Jesus que deu (“perdeu”) a própria vida como pagamento em resgate de muitos, em contraste com Judas que “ganhou” o pagamento de 30 moedas de prata por amar a sua vida mais que a vida do seu Mestre. Ele não quis seguir Jesus, não serviu para servir, não aceitou negar-se a si mesmo o lucro terreno e temporário, não tomou a sua cruz para morrer e produzir vida, assim ele ficou ele só, não prosseguiu nos Atos dos Apóstolos e perdeu-se na vida, perdeu a vida!

  

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Marina M. Kumruian

sábado, 12 de agosto de 2023

32/2023 - A VIÚVA PERSISTENTE

 Série: “OS 4 EVANGELHOS EM 1”

32/2023 - A VIÚVA PERSISTENTE 


2019 foi o ano que compartilhei sobre todas as parábolas de Jesus, inclusive esta da Viúva Persistente de Lucas 18, no entanto ela entrou de carona na 29º semana, junto com a do Amigo Importuno de Lucas 11, porque ambas praticamente ensinam o mesmo princípio da persistência em oração, tanto em favor de causas próprias quanto na intercessão importunante entre amigos. Porém, como estou na proposta de cobrir cada porção dos Evangelhos separadamente, vou dedicar esta semana exclusivamente para esta ilustração. E olha como Deus faz as coisas! Já comentei que os temas faltantes estão todos listados aleatoriamente até a última semana do ano, e não são raras as vezes em que eles se harmonizam coincidentemente com as minhas experiências vividas na mesma semana! Esta foi mais uma delas!


Não que eu seja uma viúva, longe disso! Contudo, foi justamente para não perder meu maridinho que vivi na pele esta lição que “Jesus contou aos seus discípulos esta parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar.”  (v:1) Pois, de fato, só Deus sabe como persisti incessantemente, por dias e noites a fio, a favor da sua saúde! Ele pegou uma infecção dolorosa que lhe custou a sarar. Então me pareceu muito oportuno testemunhar na prática esta prova. Inclusive, isto vem a corroborar com o ensino da semana passada também, afinal, o título “Divórcio” bem poderia ser trocado por “Os Casados Persistentes” para combinar melhor com o de hoje, sendo casais que perseveram tanto na alegria da saúde abundante, quanto na tristeza das pobres doenças! Deste modo vamos persistindo e quando fica assim difícil, importunamos o nosso gentil Amigo e Justo Juiz Celestial para vir em nosso socorro! Aliás, neste período também pude contar com as orações persistentes de muitos amigos que se mostraram solícitos em interceder por nós, aos quais agradeço mais uma vez! Observamos juntos as expressões “sempre” e “nunca”! Ou seja, sempre persistir em oração e nunca desanimar da fé até que o milagre aconteça, a justiça seja feita e a necessidade suprida!


Então Jesus começa contando: “Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’. Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: ‘Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha me importunar’.”

E o Senhor continuou: "Ouçam o que diz o juiz injusto. Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: ele lhes fará justiça, e depressa.” 


Verdade é que muitas vezes julgamos demorado este “depressa” do Senhor! Mas também, se fosse “fast pray” não poderíamos aplicar o princípio da persistência, da perseverança e da constância, não é mesmo? Tá explicada a razão da espera! Esta “demora” é providencial para dar tempo de desenvolvermos a nossa fé, aumentando nossas experiências e aprimorando nossa paciência na esperança de forjar um caráter mais resistente e resiliente nas provações. É o conhecido processo apresentado por Paulo (Romanos 5), por Pedro (2 Pedro 1) e por Tiago (Tiago 1). Confira estas referências. 


Percebe que esta parábola não está comparando aquele Juiz com Deus nas semelhanças, mas sim nas diferenças! Enquanto aquele é um iníquo, este é Justo! Enquanto aquele não teme a Deus, este é o Deus Temível, porém Amável! Enquanto aquele não se importa com os homens, este dá a devida importância ao clamor dos seus escolhidos! Enquanto aquele se recusa a atender prontamente, este depressa nos faz justiça! Enquanto aquele considera aborrecimento e importunação as súplicas que lhe são dirigidas, este se deleita com prazer em guardar em taças de ouro as orações dos santos que sobem à sua presença como incenso de aroma agradável. Enquanto aquele despacha a causa visando seu próprio conforto, este nos conforta satisfazendo os desejos do nosso coração com Seus planos de paz a nosso respeito. 


Este é o nosso Deus! Não um Juiz injusto, mas um Pai Bondoso de quem recebemos o Espírito que nos “adota como filhos, por meio do qual clamamos: ‘Aba, Pai’.” (Romanos 8:15) “Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade.” (Hebreus 4:16) Jó já sabia disso e queria que soubéssemos também quando disse: “Saibam que agora mesmo a minha testemunha está nos céus; nas alturas está o meu advogado.” (Jó 16:19) Mais uma sincronicidade, ontem foi o Dia do Advogado! Parabéns a Este que tão bem advoga as minhas causas! Afinal, meu maridinho está melhorando e pela fé declaro estar curado! Ajude-me mais um pouquinho persistindo nas orações junto comigo! Obrigada!


Mas Jesus termina questionando: “Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” Em mim sim! E em você? 


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Marina M. Kumruian

sábado, 5 de agosto de 2023

31/2023 - DIVÓRCIO

 Série: “OS 4 EVANGELHOS EM 1”

31/2023 - DIVÓRCIO


Reconheço a dificuldade que geralmente temos hoje para abordar o assunto em pauta desta semana dentro da perspectiva bíblica. Confesso até que este foi um dos temas que tentei evitar por estes 4 anos de estudos pelos 4 Evangelhos, porém, agora neste 5º ano, uma vez que a proposta é cobrir todas as passagens, não houve escapatória. Então apertem os cintos que vamos decolar na Palavra de Deus, ainda que incompreensível e muitas vezes até inadmissível para muitos.


Mesclando os textos de Mateus 19:3-12, Marcos 10:2-12 e Lucas 16:18, teríamos algo assim para analisar:

Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram-lhe: "É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo?"

Ele respondeu: "Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’? Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe".

Perguntaram eles: "Então, por que Moisés mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora?"

Jesus respondeu: "Moisés lhes permitiu divorciar-se de suas mulheres por causa da dureza de coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio.

Quando estava em casa novamente, os discípulos interrogaram Jesus sobre o mesmo assunto.

Ele respondeu: "Todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério contra ela. E se ela se divorciar de seu marido e se casar com outro homem, estará cometendo adultério".

Os discípulos lhe disseram: "Se esta é a situação entre o homem e sua mulher, é melhor não casar".

Jesus respondeu: "Nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado.

Alguns são eunucos porque nasceram assim; outros foram feitos assim pelos homens; outros ainda se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus. Quem puder aceitar isso, aceite".


Fiz questão de colocar na íntegra esta conversa de Jesus respondendo a questão porque mais vale (ou melhor, só vale) as Escrituras Sagradas do que as “opiniões humanas” por mais bem intencionadas, elaboradas e atualizadas que sejam. Aliás, também devo esclarecer que por muitos anos, meu marido e eu, ministramos cursos, palestras e aconselhamentos para casais, e “divórcio e 2º casamento” sempre foram temas recorrentes. Para tanto, eu orava muito e pesquisava bastante para chegar a convicção do que passarei a compartilhar e, por mais que tentasse acreditar nas concessões mais aceitáveis e favoráveis que não trouxessem confrontos com a maioria, eu não consigo abrir mão do sim, sim e do não, não para mim perfeitamente evidentes e claros nas declarações de Jesus, ciente de que realmente “Nem todos têm condições de aceitar esta palavra”. Por favor então, vamos respeitar nossas diferenças de opiniões sem ressentimentos!


Portanto, se você tem mesmo a curiosidade de saber se divórcio e 2º casamento são permitidos, sem a intenção de provocar como estavam os fariseus, aceite a instrução de Jesus de voltar ao princípio e se atentar ao que o Criador e Mantenedor do Casamento determinou em Gênesis 2:24 (Deus no Antigo Testamento), retificado por Jesus aqui no anno domini e reiterado pelos apóstolos no Novo Testamento (Efésios 5:31). Qualquer outra resposta que contraria esta regra está fora da Palavra de Deus! 


Ainda insatisfeitos, eles apelaram para Moisés perguntando porque então ele “mandou dar uma certidão de divórcio à mulher e mandá-la embora”. Sabiamente Jesus esclarece primeiramente que Moisés não “mandou”, ele só “permitiu” e por uma razão incontestavelmente injustificável: “por causa da dureza de coração de vocês.” E volta relembrar: “Mas não foi assim desde o princípio.” Mas se nem isto ainda convenceu os próprios discípulos muito menos os demais. 


Então, quando em casa, os seus discípulos voltam a tocar no assunto, Jesus aperta ainda mais a questão não só proibindo o divórcio, exceto por imoralidade sexual, mas categoricamente afirmando que as partes repudiadas estariam cometendo adultério caso se casassem novamente com outra pessoa. E Paulo explica o motivo em Romanos 7:2,3 e complementa vastamente em I Coríntios também no capítulo 7, além de termos inúmeros respaldos bíblicos para um perdão sincero e uma reconciliação verdadeira mesmo em caso de traição! Em resumo é isso: Está casado? Não separe! Está separado? Reconcilie ou não se case de novo!  Isso está na Bíblia, então... "Quem puder aceitar isso, aceite".


Compartilhei minha 31ª semana de 2023


Marina M. Kumruian

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